quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Quando estou triste... sou boa nisso!

Quando estou triste... sou boa nisso!



A tristeza me trouxe de volta aqui. Uma tristeza que chegou quietinha, que foi se construindo com os fatos que não cansam de me atropeelar desde o primeiro dia de 2016. Ou quem sabe desde os últimos dias de 2015, Ou quem sabe desde o dia 26 de maio de 1972. É isso, acho que nasci com uma certa tendência a ser triste, a gostar de entrar com tudo em meus sentimentos, de enfrentar meus monstros mais perversos e camaleônicos. Foi assim na infância, lembro de momentos de sofrer e precisar daquielo para mim, acho que o grande prenúncio foi na minha festa de aniversário de 6 anos em que me tranquei no quarto na hora do parabéns e chorei, de tristeza, só porque o menino que eu era apaixonada - sim fui apaixonada aos 6 anos - não foi na minha festa. Tristeza depois nos vários natais e anos novos de filha de pais separados em que eu tinha que estar com um ou outro. Tristeza na adolescência quando ondas depressivas me esmagavam. Foram tantos momentos na minha memória que valeria um blog só para isso. Mas, o que queria dizer é que esse momento down está em mim por esses tempos. Tenho motivos reais, claro, como todos têm, mas sei que não são eles que estão me fazendo me entregar a cada dia... Não pense que por eu ser mãe, ter 4 filhos lindos saudáveis e inteligentes seja um impeditivo para isso, pelo contrário, acho que não há ser mais solitário e fadado à tristeza do que uma mãe. Primeiro porque padecemos da obrigação de sermos felizes e depois porque o peso é muito grande. Se as pessoas comuns passam por momentos em que não querem isso ou aquilo ou aquele, a mãe se enquadra na categoria da falta de opções. Como querer se trancar num quarto e chorar até cansar e dormir ou sair caminhando ou pegando ônibus e descendo em pontos finais e pegando outros se já quem dependa de você para comer, dormir, acordar... O que deveria ser um grande orgulho, nos nossos momentos de tristeza são um verdadeiro pé no saco, que imagino deva doer horrores. E a tristeza pode vir após ou junto de uma grande alegria, sim, não são sentimentos opostos, são, muitas vezes até complementares. O perigo de caminhar para a depressão é completamente real. Porque enquanto escrevo vejo pessoas ao meu redor, que são as pessoas que fazem parte de mim, em um mundo em que nem imaginam o que se passa comigo. E quando somos tristes em Brasília, bem, a coisas é muito pior!!! A tristeza em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Ribeirão Preto e Sertãozinho, onde estive mais recentemente, é muito menos cruel. Aqui, olhos pros lados e não vejo onde me segurar, por isso, às vezes peço socorro às minhas amarras paulistanas, porque aqui, amigo, é um cada um por si diário. Pelo menos é o que sinto, me perdoem os brasilienses, mas não me sinto nada acolhida aqui, nada. Tento para cá, para lá e não sinto a segurança necessária para me apoiar.

O que vejo agora:
Uma janela gradeada...
       Uma bagunça.....
          Cores dissonantes...
                 Amor distante...
                     Vidas isoladas...
                         Interesses diversos e perversos...

Escreva Deborah, Escreva!!!!!

Ah, esqueci de dizer que minha tristeza é muito musical, ela tem trilhas completas que se misturam, se repetem e ganham novas nuances, mais de 30 anos. E tenho parceiros musicais perfeitos na minha tristeza que se mistura muito bem com a loucura.

Otto, Sampa e músicas assim cruas, cruéis, beirando o brega é a tradução da minha tristeza!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A posse e a perda

Posse Desejo Perda Conflito

Amor Desejo Posse Perda

Fim Recomeço Desejo Poço fim

Início Vida Morte

Perda Desejo Posse

Liberdade Sinceridade Amor Paixão

Posse Desejo Perda Fim

Vida Inicio Recomeço

Choro Sorriso Gozo

Tristeza Sorriso Festa

Velório Enterro Perda Felicidade

Amor Paixão

Posse...


terça-feira, 10 de abril de 2012

Hoje é Dia de Cinema!

Uma das grandes conquistas dessa minha terceira experiência em ser mãe é estar participando do Cinematerna. Na época da Isadora, ele não existia. Do Pietro, o universo conspirou contra e agora, com a Clara, deu tudo certo! É quase uma luta para participar, mas não me rendo a "cada vez que o mundo diz não". Hoje mesmo eu achei que não tivesse sessão e em uma hora tive que acelerar tudo para ir. Mas valeu a pena. Fui meio com a consciência pesada porque estava deixando trabalhos a serem feitos, contas a serem pagas, apesar de não saber como iria pagá-las mesmo, rs, e tudo o mais. Mas a vontade de ser feliz falou mais alto e a volta sempre prova que acertei. Sempre volto no carro com ideias na cabeça, mais criativa. Efeitos da sétima arte! Como esse é o meu blog de mulher e não de mãe, não que uma coisa anule a outra, mas vou dar o meu olhar de mulher sobre o filme que assisti que foi o Meu primeiro casamento. Confesso que nem sabia do que se tratava quando cheguei lá, por como eu disse, nem sabia que haveria sessão hoje. <as achei o filme muito bacana. só de ser em espanhol - o filme é argentino - o faz ganhar pontos. Adoro a Língua Espanhola... E a história de um noivo que faz uma burrada no dia do casamento e só aumenta as burradas ao tentar esconder a primeira é muito legal. As falas, as conversas entre os personganes é muito bacana. Toques irônicos, personagens caricatos e o vovô que passa o filme querendo apenas um baseado é hilário". O modelito transformado do casamento da personagem Leonora também vale ser visto. Bom, não vou contar a história. Recomendo que assistam!



Para quem, não sabe o que é o Cinematerna!

(tirado do site) www.cinematerna.org.br

Nossa História

Em um grupo de discussão pela internet sobre parto humanizado e maternidade ativa, uma mãe cinéfila declarou que sentia muita falta de ir ao cinema após o nascimento de seu primeiro filho. O grupo organizou-se e 10 mães com seus bebês - entre 20 dias e 4 meses de idade "invadiram" um cinema para a primeira sessão batizada de CineMaterna, em fevereiro de 2008.
O programa foi um sucesso, e o encontro de mães e bebês virou uma atividade semanal dessas mães, que entre amamentação e fraldas conseguiram retomar sua vida cultural e, ao mesmo tempo, conversar sobre a experiência da maternidade.
Após alguns meses, o grupo foi acolhido pela rede de cinemas, que reconhecendo o valor desta iniciativa, lançou em agosto de 2008 a estréia oficial da 1ª sessão amigável para bebês.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Minha terceira gestação em poucos dias

Primeiro dia de férias... Parecia mais uma maratona. Não parei um segundo. À noite, pés inchados, drenagem para aliviar.... Dias passam, ansiedade chegando. 33 semanas, o tempo voou...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

E falando em solidão

... que tem tudo a ver com o nome deste blog e lembrando que nem sempre solidão pode ser algo triste, não se esqueçam... Mas lendo uma crônica da Martha Medeiros acabei lembrando desta letra do Frejat cantada  maravilhosamente pelo Cazuza...

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
A versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou me esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados

E pensei no quanto passamos e gastamos tempo tentando esconder e esquecer nossa tristeza, nossas decepções, nossas insatisfações, nosso "saco cheio". E o pior, quanto mais "adultos" nos tornamos parece que perdemos esse direito. E quando somos mãe, então, nem se fale. Que mãe, com tantas preocupações e responsabilidades, pode ter esse direito. E uma grávida então? Nossa, como pode estar triste, como pode estar infeliz? Pois é, tem dia que não dá, vocês não concordam? Não dá para sorrir, não dá para achar nada legal. Tem dias que é um dia só e pronto. Temos que nos dar esse direito, não temos?

Tudo bem, a vida é linda, ter saúde é tudo. Mas, tem dias, que olha... teríamos que ter o direito de dormir o dia todo e não falar com ninguém. Deveria estar previsto em lei!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Do parto ao amor ao parto....

(do novo livro do Ric Jones, ainda sendo finalizado....)

Sobre o que desencadeia o trabalho de parto...
“*O parto é algo que acontece entre as orelhas*”, me repetia Max o velho
adágio das parteiras. Não o procure nas dobras dos tecidos uterinos, nas protuberân­cias ósseas, nas contrações ou nas variações dos hormônios. Ele se encerra nos pequenos grãos de areia de nossos sonhos, na bruma de palavras disper­sas de um passado distante. Ele se refugia nos sussurros de uma menina, na curiosidade infindável que ela carrega e no seu olhar insaciável. O parto e seus mistérios se escondem ao olhar superficial, à análise tímida e ao investigador amedrontado. Para entender o que o comanda, é preciso penetrar nos abis­mos obscuros da alma de uma mulher, lá onde se abrigam seus sonhos e suas tristezas. Quanto mais profundamente mergulharmos, mas nebulosa será nossa jornada. Entretanto, apenas assim poderemos encontrar essa semente. Talvez, apenas uma suposição, a chave
para essa questão esteja mesmo li­gada a essa fissura aberrante na ordem natural, a qual chamamos *amor*. E tal­vez, outra mera suposição, para
 entender o que acontece entre as orelhas de uma mulher, somente se soubermos
como encontrar esta chave. ****
 **(Excerto do livro "*Entre as Orelhas - Histórias de Parto*", no prelo)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E a profecia se realizou...

Pois é, mais de 5 meses se passaram e eu nem lembrava deste post anterior... e cá estou, grávida de quase seis meses. Eu já estava grávida quando escrevi. Que loucura! Uma gravidez que metirou do eixo, se é que eu já estive nele... Enfim. É isto são três!

Ouvindo Marcelo Camelo

As vezes eu só quero descansar
Desacreditar no espelho
Ver o sol se pôr vermelho
Acho graça
Que isso sempre foi assim
Mas você me chama pro mundo
E me faz sair do fundo de onde eu tô de novo
Nada sei dessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
Pra te procurar
Eu bem sei onde tudo vai parar
Já não tenho medo do mundo
Sou filho da eternidade
Trago nesses pés o vento
Pra te carregar daqui
Mas você sorri desse jeito
E eu que já perdi a hora e o lugar
Aceito.
Nada sei nessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
A te procurar
Nada de meu nesse lugar
A cidade vai pensar
Que nada aconteceu em vão
Você vai me ligar então mais uma vez